rso da ACADEPOL. Para os que não sabem(como eu não sabia também) esse é um curso preparatório para delegados, além das escadas e da falta de...Read More
Anderson Fernandes, motociclista, tem 39 anos, mora desde seu nascimento no bairro de Vigário Geral, no Rio de Janeiro/RJ, fato é que Anders...Read More
Cadeirante Cadeirante nas ruas de São Paulo em 2009. Cadeirante é um indivíduo que faz uso constante de uma cadeira de rodas para sua locom...Read More
sexta-feira, 21 de agosto de 2015 Vestindo calça sentado Taí uma tarefa que costuma ser enjoada - até pegar a prática Logo que sofri o acid...Read More
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rso da ACADEPOL.
Para os que não sabem(como eu não sabia também) esse é um curso preparatório para delegados, além das escadas e da falta de banheiro adaptado, a gata comprou a briga e se inscreveu no curso.
No final ela virou xodó dos 120 alunos da sala, que se uniram para ajuda-la nessa empreitada!
Pra ela não existe espaço para auto piedade e o não posso; quando peço uma mensagem ela encerra com brilho nos olhos:
"Nunca desista dos seus sonhos, pois és um guerreiro com tantas lutas e superações, que não é justo olhar para trás agora,
Seja insuperável e inigualável para os olhos de quem não esta do teu lado,
Desvie de obstáculos intensificando sua determinação, seja um guerreiro corajoso, seja um guerreiro valoroso,
E quando você se ver sem saída, acredite nas esperanças que rodeiam suas
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Anderson Fernandes, motociclista, tem 39 anos, mora desde seu nascimento no bairro de Vigário Geral, no Rio de Janeiro/RJ, fato é que Anderson é paraplégico desde 07 Abril de 2007, devido a um acidente com sua moto uma Yamaha RD350.
Ficando internado no hospital Estadual Getúlio Vargas, no bairro da Penha por 5 meses, em um quadro de morre ou não morre. Mas não era a hora de Anderson e ele se recuperou, agora se tornando cadeirante.
Ele adora motos, e no início de 2014, teve uma ideia de fazer uma moto/triciclo adaptada. Isso mesmo, Anderson paraplégico teve a ideia de fabricar sua própria moto adaptada, ao todo foram 12 meses de trabalho solitário, as vezes seu pai o ajudava em algo, como a soldar em lugares altos, mas 90% foi feita pelo Anderson sozinho. Trabalhando de domingo a domingo, só parava na estação do verão no calor intenso, todo carioca sabe do calor que estou falando. Finalizando sua moto/triciclo no dia 25 de julho de 2015.
Moto/triciclo adaptada feita por Cadeirante Moto/triciclo adaptada feita por Cadeirante
Moto/triciclo adaptada feita por Cadeirante Moto/triciclo adaptada feita por Cadeirante
Ai você se pergunta, ele esta construindo a sua moto simplesmente pelo seu amor por motos?
Errado! Ele quer mostra o seu feito para a sociedade, que um cadeirante, desde seu nascimento ou por acidente, que todos são capazes de fazer muitas coisas, que nunca podemos duvidar de ninguém. Sendo um deficiente ou não, todos temos dons que temos que colocar em prática.
Mas ainda falta uma coisa para completar a alegria do Anderson, agora com sua moto/triciclo pronta, ele quer uma companheira para andar na garupa da moto com ele. Fica a dica meninas! Risos!
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Cadeirante
Cadeirante nas ruas de São Paulo em 2009.
Cadeirante é um indivíduo que faz uso constante de uma cadeira de rodas para sua locomoção.[1]
O desenvolvimento das tecnologias trouxe melhorias na qualidade de vida desse indivíduo. O cadeirante tem a capacidade de realizar, por si mesmo; boa parte das tarefas diárias de uma pessoa normal, como trabalhar, praticar esportes, ir ao cinema, andar de ônibus e até dirigir. Há 24,5 milhões de portadores de deficiências no Brasil, e uma grande parte desta população é cadeirante. São Paulo é a cidade com maior número de cadeirantes; apesar da acessibilidade em muitos pontos da cidade, a dificuldade ainda é muito grande principalmente na periferia.[2]
Em Curitiba a preocupação com a acessibilidade dos cadeirante levou construtores de calçadas a fazerem curso.[3] Os banheiros também são um dos maiores desafios para o cadeirante, qualquer pequeno detalhe facilita ou dificulta muito o acesso e a independência do cadeirante.[4]
Segundo a maioria dos próprios cadeirantes, algumas denominações são inadequadas, e não devem ser utilizadas, como: aleijado, chumbado ou inválido; prefere ser denominado como deficiente físico ou cadeirante
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sexta-feira, 21 de agosto de 2015
Vestindo calça sentado
Taí uma tarefa que costuma ser enjoada - até pegar a prática
Logo que sofri o acidente que me deixou paraplégico, percebi que uma das tarefas mais rotineiras e repetidas precisaria ser adaptada: trocar de roupa. Como sou muito alto e pesado, com a perda dos movimentos, deitado, e ainda machucado no ombro, não pude auxiliar muito as enfermeiras que me atenderam e dei bastante trabalho nas trocas de roupa. Para colocar e tirar bermudas e calças, elas me viravam para um lado, subiam um pouco uma perna, me viravam para o outro, e assim ia, pelejando. Quando chegava na cintura a coisa complicava, muitas vezes era preciso erguer o quadril, e aí era preciso a ajuda de um parente ou de um enfermeiro mais forte.
Quando comecei a me virar sozinho, imitei a técnica das enfermeiras, e ficava me virando na cama para vestir calças. Parecia uma cobra enlouquecida, vira para um lado, puxa do outro, vira de novo, puxa mais um pouco. Achava isso tudo muito trabalhoso e cansativo. Assim que fui para o Sarah acreditei que me ensinariam técnicas mais apuradas e menos cansativas, mas disseram que a melhor forma de vestir calça era deitado mesmo, puxando aqui e ali até chegar na cintura. Até ensinaram a puxar sentado na cama, porém não acrescentou muito. Mas eis que, em conversa com outros internos, me deram a dica: poderia vestir calças sentado na cadeira, aproveitando as mãos grandes para apoiar nos protetores de roupa e puxar a calça com os polegares. Desde então, só me visto desta forma. Acho muito mais rápido e menos cansativo do que deitado. E este é outro motivo para usar os protetores de roupa com abas dobradas que mostrei no post anterior. Este modelo permite segurar com as mãos e puxar a calça ao mesmo tempo.
Calças Jeans são mais complicadas de vestir
O cuidado que se deve tomar é o ajuste da calça atrás, pois nesta técnica a calça pode não subir completamente e deixar à mostra o famoso "cofrinho", o que garante uma "pagação de mico" nas transferências. Pior ainda é quando a calça agarra em algum lugar nas transferências e o espetáculo é ainda maior, com um verdadeiro "strip tease". Já aconteceu comigo algumas vezes, principalmente quando a calça agarra no protetor de roupa da cadeira ao sair do carro. Graças a esse descuido já fiquei de cueca algumas vezes na garagem do trabalho. Felizmente não havia mulheres por perto e consegui puxar rapidamente a calça, mas rendeu boas risadas dos manobristas e de quem estava passando...
Aí entram minhas dicas sobre a escolha da calça. Hoje já existem calças adaptadas para cadeirante, até mesmo jeans, mas como ainda não conheço e nem experimentei, vou falar de calças comuns. Para o dia a dia, recomendo usar calças de nylon ou outro material escorregadio, pela facilidade para colocar e tirar. E também por serem confortáveis e bonitas - pelo menos para mim. No horário comercial, para quem trabalha em escritório, em atividade administrativa, tem a opção de usar calças sociais. Elas também são muito fáceis de vestir e confortáveis para o dia a dia. Mas e as calças jeans? Usadas pela maioria das pessoas, elas também podem ser vestidas com esta técnica, e apesar da maior resistência, entram até o final com algumas reboladas (sem duplo sentido, por favor).
Calças de nylon e materiais lisos são mais fáceis de vestir
Veja no vídeo abaixo a técnica que uso. Gostaria de deixar claro que ela só deve ser tentada se o cadeirante tiver bom controle e equilíbrio do corpo, além de força nos braços. Nas primeiras tentativas, é importante ter alguém por perto apoiando para um caso de desequilíbrio. Minha lesão é alta, T2 óssea e medular C7 - portanto sou considerado tetra, mas nunca perdi força nos membros superiores e recuperei alguma musculatura abaixo da lesão que me permitem fazer isto e outras peripécias com segurança - que com o tempo, aprimorei. Essa é a chave para qualquer atividade, se não se sentir seguro, não faça.
Enfim, espero ajudar outras pessoas que procuram formas de agilizar estas atividades do dia a dia. Para mim, funciona!
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