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Cadeirantes tem deficiência física. A sociedade tem deficiência moral by Naila TorresRead More
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A inserção dos cadeirantes no Brasil
Deficiências físicas são causadas por problemas no cérebro ou sistema locomotor e ocorrem por diferentes motivos, como fatores genéticos, traumáticos ou neonatal. A consequência é o mau funcionamento ou paralisia de membros inferiores e/ou superiores. Deficientes físicos necessitam de assistência fisioterápica e psicológica para a melhora, não só do corpo, mas também da mente. Diante de todas as dificuldades e limitações enfrentadas por essa camada da população, é importante a discussão a respeito da situação dessas pessoas no Brasil e de atitudes que possam melhorar suas vidas.
É importante destacar, primeiramente, o preconceito sofrido por deficientes físicos. São poucas as pessoas que dedicam alguns minutos do seu dia para ajudar um deficiente físico a se locomover, sendo na rua, no ônibus ou no supermercado. A locomoção na cadeira de rodas é difícil, até mesmo para os que já usam há muito tempo, pois não depende somente da força dos braços, mas também das condições do lugar onde o cadeirante se encontra. São poucos os ônibus que possuem elevador para a subida e descida dos cadeirantes. A maioria das ruas e calçadas não possui rampas de acesso, situação percebida também em escolas, supermercados, lojas, banheiros, etc. As cidades, no geral, não estão preparadas para oferecer boa qualidade de vida à essas pessoas, deixando-as dependentes da ajuda de outras.
Não é justo que cadeirantes tenham que passar por humilhações ou se sentirem limitados, dependentes. Por isso, existem campanhas que visam a conscientização da população quanto aos cadeirantes, além de projetos e leis para a construção de novas rampas e reforma daquelas danificadas, pavimentação das ruas, construção de elevadores em prédios e rotação de mais ônibus com elevador acoplado. O essencial é que todos se conscientizem da importância de ajudar um cadeirante, tentar se colocar no lugar dele e imaginar como sua vida deve ser difícil, quantos obstáculos físicos e psicológicos ele deve enfrentar todos os dias. Alguns minutos do nosso dia ajudando alguém pode não ser nada, mas com certeza é muito para aquela pessoa.
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Alguns dados do IBGE sobre a deficiência no Brasil
Na semana em que se comemora o Dia Nacional de Luta da Pessoa Portadora de Deficiência (21 de setembro), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com a Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (CORDE), recebem no Rio de Janeiro representantes dos institutos de estatísticas e organizações internacionais de mais de 40 países, que participarão de dois encontros internacionais - 2º Seminário Regional do Grupo de Washington e 5º Encontro Anual do Grupo de Washington - com o objetivo de discutir a produção das estatísticas sobre pessoas portadoras de deficiência.
O presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, participará, na segunda-feira, dia 19, às 9h30, da abertura do 2º Seminário Regional do Grupo de Washington (19 e 20 de setembro), no Othon Palace Hotel, em Copacabana, ao lado da coordenadora-geral da CORDE, Izabel Maior, da diretora do Centro Nacional de Estatísticas sobre Saúde, Jennifer Madans, e da representante do IBGE no Grupo de Washington, Alicia Bercovich. Nos dias 21 a 23 de setembro, IBGE e CORDE recebem, no mesmo local, o 5º Encontro Anual do Grupo de Washington. Em pauta nos encontros, a produção e harmonização das estatísticas sobre as pessoas portadoras de deficiência.
Estes encontros são anuais e se realizam de preferência em distintas regiões do mundo. O primeiro foi em Washington (EUA, 2001), o segundo em Ottawa (Canadá, 2002), o terceiro em Bruxelas (Bélgica, 2003), o quarto em Bangkok (Tailândia, 2004), e agora o quinto no Rio de Janeiro (Brasil, 2005). Além da reunião anual em 2005, o Washington Group on Disability Statistics (WG) realizou sua primeira reunião regional em junho de 2005 em Nairobi (Kenya).
No Brasil, 14,5% da população são pessoas portadoras de deficiência
Os resultados do Censo 2000 mostram que, aproximadamente, 24,6 milhões de pessoas, ou 14,5% da população total, apresentaram algum tipo de incapacidade ou deficiência. São pessoas com ao menos alguma dificuldade de enxergar, ouvir, locomover-se ou alguma deficiência física ou mental.
Entre 16,6 milhões de pessoas com algum grau de deficiência visual, quase 150 mil se declararam cegos. Já entre os 5,7 milhões de brasileiros com algum grau de deficiência auditiva, um pouco menos de 170 mil se declararam surdos.
É importante destacar que a proporção de pessoas portadoras de deficiência aumenta com a idade, passando de 4,3% nas crianças até 14 anos, para 54% do total das pessoas com idade superior a 65 anos. A medida que a estrutura da população está mais envelhecida, a proporção de pessoas com deficiência aumenta, surgindo um novo elenco de demandas para atender as necessidades específicas deste grupo.
Os dados do Censo 2000 mostram, também, que os homens predominam no caso de deficiência mental, física (especialmente no caso de falta de membro ou parte dele) e auditiva. O resultado é compatível com o tipo de atividade desenvolvida pelos homens e com o risco de acidentes de diversas causas. Já a predominância das mulheres com dificuldades motoras (incapacidade de caminhar ou subir escadas) ou visuais é coerente com a composição por sexo da população idosa, com o predomínio de mulheres a partir dos 60 anos.
O conceito ampliado utilizado no Censo 2000 para caracterizar as pessoas com deficiência, que inclui diversos graus de severidade na capacidade de enxergar, ouvir e locomover-se, é compatível com a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), divulgada em 2001 pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
Aproximadamente 9 milhões de pessoas portadoras de deficiência estão trabalhando
Quando se trata da inserção de pessoas portadoras de deficiência no mercado de trabalho, verifica-se uma proporção de pessoas ocupadas menor neste grupo que no das pessoas sem nenhuma das deficiências investigadas. Das 65,6 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade que compõem a população ocupada no País, 9 milhões são portadoras de alguma das deficiências pesquisadas.
A taxa de escolarização das crianças de 7 a 14 anos de idade, portadoras de deficiência é de 88,6%, portanto seis pontos percentuais abaixo da taxa de escolarização do total de crianças nesta faixa etária que é de 94,5%.
Em relação à instrução, as diferenças são marcantes: 32,9% da população sem instrução ou com menos de três anos de estudo é portadora de deficiência. As proporções de portadores de deficiência caem quando aumenta o nível de instrução, chegando a 10% de portadores de deficiência entre as pessoas com mais de 11 anos de estudo.
A proporção de pessoas ocupadas de 10 anos ou mais de idade é de 51,8% para os homens portadores de deficiência e de 63,0% para os homens que declararam não possuir nenhuma das deficiências investigadas, ou seja, uma diferença maior que 10%. Diferença semelhante é observada entre as mulheres: a proporção de ocupadas varia entre 27% e 37%. O tipo de deficiência que dificulta mais a inserção no mercado de trabalho é a deficiência mental: somente 19,3% das pessoas que declararam apresentar deficiência mental permanente estão ocupadas. As outras incapacidades permitem uma inserção maior no mercado de trabalho: incapacidade física ou motora (24,1%), dificuldade na audição (34,0%) e dificuldade para enxergar (40,8%). Para quem não apresenta nenhuma destas deficiências, a proporção de pessoas ocupadas sobe para 49,9%.
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Texto extraído de: Vida Mais Livre
A mobilidade urbana é tema de reclamações em todo o Brasil. Além dos congestionamentos e problemas no transporte público, muitos obstáculos são encontrados no caminho dos motoristas e pedestres. Normalmente, eles são resultado de obras de empresas diferentes que deixam verdadeiras armadilhas para a população.
São empresas que prestam serviços para a prefeitura ou também, mesmo os órgãos públicos, que não se conversam. Fazem obras de qualquer jeito, para cumprir prazos, e o resultado é um gasto duplo: com a obra e com o conserto. Sem falar no risco para a população.
Leia também:
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As rampas deveriam facilitar a vida de quem anda de cadeira de rodas, mas em Iguaraçu, no Paraná, não é bem assim. Tem rampa que leva a um muro, a uma entrada de veículos. “Se a gente for olhar, não tem serventia para o cadeirante estar transitando nessas rampas”, declara Roberto Mariano, operador de máquinas.
Com rampas desse jeito, quem precisa delas acaba seguindo pelas ruas. Já em Fortaleza os ciclistas sofrem com obstáculos nas ciclovias. Árvores e tijolos atrapalham. A prefeitura informou que planeja padronizar as ciclovias na cidade para que os ciclistas possam pedalar sem precisar fazer desvios.
Em um bairro de Goiânia, 15 postes estão no caminho dos moradores e enquanto não forem retirados de lá, o asfalto não será feito. Em São Luís, é preciso ainda mais atenção no trânsito. Em algumas avenidas só há semáforo em um dos sentidos da pista.
Há calçadas em São Paulo com um piso especial para ajudar na locomoção dos deficientes visuais. Mas em um trecho o traçado leva a uma mureta. Nós pedimos para Leonardo Leison, que é deficiente visual, para testar o piso e ver o que ele acha. Caminhou bem até se deparar com a mureta. “É uma situação complicada, né? Se eu não tivesse experiência, não fosse ‘macaco velho’, como dizem, poderia ter tropeçado ou pensar que era uma esquina, ficar sem entender nada”, diz.
Para o especialista João Álvaro de Moraes Felipe, Professor de Orientação e Mobilidade, a obra é inadequada: “No mínimo um equívoco grande aí, porque para algumas pessoas com deficiência visual, pode ser que eles consigam tirar de letra essa situação, mas tem tantos outros que poderão até sofrer um acidente se não tomarem cuidado. Vai ser uma situação não previsível por ele, vai ser surpreendido por esse desvio e para uma mureta”, diz.
A prefeitura de São Luís, onde só tem semáforo de um lado da rua, disse que está providenciando os reparos. Em Iguaraçu (PR), a prefeitura pagou R$ 143 mil para a empresa que fez as rampas para deficientes e informou que deve levar o caso à Justiça para ser ressarcida pelos prejuízos. Em São Paulo, sobre a faixa para os cegos, a subprefeitura de Pinheiros afirmou que o piso tátil está em conformidade com as normas que tratam do assunto, mas disse que os técnicos vão ao local fazer uma nova vistoria.
Fonte: Bom Dia Brasil
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