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Oi eu me chamo Rosangela Souza tenho 45 anos tive poliomielite com 9 meses de idade. Nasci em Londrina PR, depois que tive a pólio meus pais resolveram largar tudo e se mudar para Curitiba por ter melhores recursos para a minha reabilitação. Lá fiz muita fisioterapia e acabei melhorando meus movimentos, estudei em uma escola só para crianças com deficiência física, do pré até a quarta série. Foi lá onde percebi que não era só eu que tinha deficiência, muitas crianças iguais a mim ou piores. Depois pra fazer a quinta série fui pra uma escola normal, onde completei o segundo grau. Sempre fui animada, gostava muito de sair pra se divertir, na minha adolescência aproveitei bastante. Só na parte de namoro é que eu era um pouco tímida, achava que nenhum rapaz iria querer se casar com uma pessoa com limitações Aos meus 23 anos conheci um rapaz que se encantou por mim e eu por ele, nos conhecemos melhor e começamos a namorar. Porém, ele morava em Joinville SC e eu em Curitiba, mas o nosso amor era tão grande que a distância não conseguiu nós separar. Namoramos 4 anos e resolvemos nos casar, coisa que eu nunca imaginei que fosse acontecer comigo. Me casei como manda o figurino de véu e grinalda, um casamento muito lindo e emocionou a todos os convidados. Acabei indo morar com ele em Joinville, sendo que eu nunca tinha saído da barra do pai e da mãe, enfim fui ter uma vida nova.
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Manter a vida sexual ativa depois de sofrer uma lesão medular é o que muitos cadeirantes desejam. Formar uma família é um desafio ainda maior, principalmente quando o sonho envolve maternidade: "Antes de entender a lesão, eu queria saber se poderia ser mãe", recorda a consultora de inclusão Carolina Ignarra, 33 anos, paraplégica desde os 22, hoje mãe de Clara, 6 anos. Logo depois da lesão na medula, os pacientes experimentam uma fase de flacidez dos órgãos, braços e pernas. No caso das mulheres, a menstruação pode ser interrompida por meses. "Após a reorganização, a mulher volta a menstruar, pode ter uma gestação saudável e, dependendo do caso, ter um parto normal", explica a médica fisiatra Rosane Chamlian, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo)
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Designer cria escada que torna-se rampa para cadeirantes REDAÇÃO EM 12 DE JULHO DE 2013 ÀS 17:14 ciclovivo_logoO designer Chan Wen Jie criou uma escada que pode atender as necessidades de cadeirantes e pessoas com deficiência. Ao pisar em uma alavanca, os degraus mudam de ângulo e transformam-se em uma rampa. O equipamento tem baixo custo de implantação, fácil instalação e baixa manutenção. O problema é que as leis brasileiras pedem uma inclinação máxima de 8,33%, que é bem suave. Já a rampa do designer asiático pode atingir uma inclinação de até 48%, dependendo da escada.
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É preciso ter o preparo físico de um maratonista para acompanhar a rotina de um cadeirante ao ultrapassar os obstáculos encontrados nas calçadas de são Paulo. "A vida do cadeirante é olhar para baixo", resume o analista de sistemas Valdir Gonçalves, de 41 anos. Nesta quinta-feira, ele mostrou ao site de VEJA, na prática, os principais problemas que enfrenta para se locomover e realizar as atividades mais corriqueiras. "Para pessoas que não movimentam o tronco seria impossível andar pelas ruas de São Paulo porque isso exige muito esforço físico", conta.

O ponto de partida do trajeto foi a unidade do Sesc-Belenzinho, na Zona Leste da Capital, local que frequenta várias vezes durante a semana para praticar musculação e natação. "Em São Paulo você tem ilhas de acessibilidade", observa Valdir. "Um exemplo é a região da Paulista e centros culturais como o Sesc. Mas o grande problema é chegar até estes lugares". O desafio proposto era sair de uma dessas "ilhas" e enfrentar a "realidade": usando o metrô e as calçadas, ir até a região de Santa Efigênia, no Centro, para buscar o celular que Valdir havia deixado na assistência técnica.

O caminho até a estação Belém, apesar de curto, traz uma série de problemas, como calçadas inclinadas, que exigem grande esforço físico, pois sobrecarregam só um lado da cadeira. Em várias esquinas não há rampas e, quando existem, estão deterioradas, com buracos e desníveis. Outro problema frequente é o acúmulo de água na base das rampas, que impede a saída das cadeiras. Há também rampas improvisadas que, por não terem a largura necessária, podem travar as rodas das cadeiras e causar acidentes.

Não foram raras as vezes em que, por falta de alternativa, Valdir teve que trafegar pela rua, correndo o risco de ser atropelado. Na via que dá acesso à estação, por exemplo, teve que disputar espaço com os ônibus - não havia rampa para subir na calçada. "Geralmente, regiões com maior circulação de pessoas, perto de centros comerciais ou de alto poder aquisitivo recebem mais atenção da prefeitura", diz. "Mas quanto mais periférica a zona, pior a situação das calçadas".

Ao chegar ao Centro a situação é um pouco pior - e os buracos são mais frequentes. "A cadeira não é feita para passar por buracos", conta. "Já danifiquei outra cadeira por causa disso". A escassez de rampas o obriga mais uma vez a fazer boa parte do trajeto pela rua. Em um dos cruzamentos, a rampa está deslocada da faixa de pedestres e Valdir é obrigado a avançar sobre os carros parados no sinal.

Para o analista de sistemas, a preocupação com a acessibilidade não garante apenas a independência dos deficientes físicos, mas beneficia toda a população. "Rampas são utilizadas por idosos, mulheres grávidas ou pessoas que passaram por cirurgias. Todo mundo está sujeito a ter os movimentos limitados, mesmo que temporariamente".

Índice de acessibilidade - A dificuldade enfrentada por Valdir é a mesma de milhares de cadeirantes. Segundo o IBGE, mais de 45 milhões de brasileiros (23,9% da população) possuem algum tipo de deficiência física no Brasil - o órgão não especifica quantos são cadeirantes. Dados divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE revelam que o Brasil ainda carece de políticas públicas para garantir acessibilidade a quem usa cadeira de rodas, mesmo em locais com alto índice de urbanização e disponibilidade de serviços públicos.

De acordo com o estudo, nos municípios brasileiros, a maioria das faces de quadras (cada um dos lados da quadra, contendo ou não domicílios ou estabelecimentos) possui ruas pavimentadas (81,7%), dispõe de meio fio (77%) e oferece calçadas para circulação de pedestres (69%). Mas uma ínfima parcela (4,7%) possui rampas de acesso para cadeirantes. Esse índice sobe para 5,6% em locais onde há maior incidência de moradores com idade acima de 60 anos. A pesquisa, realizada de 1º de agosto a 30 de outubro de 2010 nas áreas urbanizadas dos 5.565 municípios brasileiros, apresenta um nível de detalhamento inédito, com foco em aspectos importantes da infraestrutura urbana, como questões referentes à circulação e o meio ambiente.

O índice de acessibilidade é baixo até nas cidades classificadas pelo IBGE como as que têm a melhor infraestrutura urbana. Nesses municípios, apenas 5,8% das faces de quadras possuem rampas de acesso para cadeirantes - mesmo que 80% delas possuam calçadas, 90% tenham vias pavimentadas e quase a totalidade (98%) disponham de ruas com iluminação pública. Nas cidades classificadas como "inadequadas", o percentual de incidência de rampas para cadeirantes no entorno dos domicílios é ínfimo: 0,2%.

A calçada ideal
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