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Cadeirantes também amam!


Li no blog "Assim como você", um depoimento muito interessante de um namorado "andante" de uma cadeirante, as situações que viveram, o preconceito de algumas pessoas e as nuances do sexo. Dou aqui o depoimento inverso, um cadeirante (eu) e sua namorada "andante".
Sempre fui ligeiramente mulherengo... tá, tira o ligeiramente. Quando sofri o acidente que me "transformou" em cadeirante, eu estava com 32 anos, morava em Florianópolis e fazia mestrado na UFSC. Estava recém saido de um relacionamento de um ano e meio e voltando a curtir a vida de solteiro em Floripa. Chato né? Pois no dia em que sofri o acidente eu estava saindo da casa da ex-namorada, em Viçosa/MG, e acabamos voltando o namoro. Dali a dois meses acabou tudo de novo, definitivamente, e comecei a namorar uma das enfermeiras do hospital em que eu estava. Nesse meio tempo, uma outra ex-namorada, que eu mantinha um certo contato, "intensificou" o contato, passou a me visitar com mais frequencia e me ligava sempre.
Ela estava morando em Salvador, mas disse, em um certo momento, que sempre gostou de mim e mudava pra BH o mais rápido possível se eu largasse a enfermeira e investisse nela. Resolvi aceitar a proposta e em um mês ela estava em BH e reiniciamos o relacionamento. Logo ela já mudou de mala e cuia pra casa dos meus pais, onde eu estava morando, e em pouco tempo nos mudamos para um apartamento "só nosso".
Bem, vamos ao relacionamento. No relato supracitado que li, o andante carregava a namorada sempre que necessário. No meu caso isso é meio impossível, sou meio grandinho (1,95) e meio pesado, só se eu namorasse uma levantadora de pesos. Isso torna os programas mais planejados, sempre que saímos tenho que ligar pro lugar antes e perguntar se tem acesso. Por incrível que pareça, aqui em Belo Horizonte geralmente os lugares são adaptados, e mesmo quando há alguns lançes de escada, me dizem "pode vir que damos um jeito de carregar". E isso realmente basta, uma pessoa é suficiente pra levar escada acima, pois minha namorada sempre ajuda. No fim das contas, saímos com frequencia, e só deixo de ir em algum lugar se há uma escada realmente grande ou estreita.
Outra coisa que sempre curti muito é viajar. Neste quesito, as limitações são maiores. Para os destinos que eu gostava então (parques nacionais, cachoeiras, campings), impossível. Mas como tudo é adaptável, e meu gosto já estava mudando mesmo, nós viajamos pra onde tem acesso, como navio de cruzeiro, cidades mais estruturadas ou que tenham hotéis com adaptação.
Namorar um cadeirante não é tão diferente ou complicado assim. Duas situações são mais "melindrosas": ir ao banheiro e tomar banho. No fim das contas, tudo se resume ao banheiro. Então basta ter banheiro pra deficiente, que tá tudo bem. As camas não precisam ser altas, ou da altura da cadeira, em qualquer cama entro e saio numa boa, já bolei formas pra facilitar.
E o sexo? Todo mundo pergunta. Uma vez, antes de ser paraplégico, vi um cadeirante chegando no boteco de carro, tirando a cadeira e sentando com amigos. Pensei: "não é tãaaao ruim assim, o difícil mesmo deve ser ficar sem sexo, pois o cara tá paralisado da cintura pra baixo." Essa foi a melhor surpresa pra mim: nem tudo fica paralisado. Na primeira semana depois do meu acidente já tive ereções, e no Sarah aprendi que são duas vias para que elas aconteçam, a mental e a física. Ou seja, a ereção tem duas fontes de "alimentação". Portanto, só o toque, carinho, ou "fricção" já é suficiente para que aconteça. Como minha via mental estava bloqueada, o toque ainda resolvia. Hoje, com a evolução do meu quadro, já tenho sensibilidade na área e contato mental. A limitação que realmente há são as posições. Mas a criatividade e o kama sutra estão aí pra isso...
Em suma, temos um relacionamento maravilhoso, como já namoramos antes pulamos aquela parte chata dos ciúmes descabidos, das briguinhas bobas, vivemos muito bem há dois anos e nos amamos profundamente. O negócio é ser feliz, independente das diferenças!
www.paraplegicos.com


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Boate completamente adaptada para os cadeirantes
Rampas, banheiros com acessibilidade e todo conforto necessário para que o cadeirante tenha uma balada perfeita. Foi pensando nisso que os promoters lançaram a Boate Pixy Club. Cadeirantes da Vida foi lá e conferiu!
Com essa estrutura, todos os dias de evento na Boate Pixy Club é dia para os cadeirantes aproveitarem as noites de Brasília. São vários ambientes a escolha. O hall de entrada imponente e a arquitetura moderna já mostram de início como é a balada.
A agenda da Boate está repleta de atrações para todos os gostos: country, eletrohouse, funk, anos 80, Pop, Rock e muito mais.
Para mais informações acesse: pixyclub.com.br
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Primeiro Taxi Adaptado Em BH Ja Começa A Rodar

Eraldo Acessos: 2883
O sorriso largo no rosto é proporcional à melhora na qualidade de vida que a servidora pública Andréa de Campos, de 44 anos, espera ter com a entrada em circulação do primeiro táxi adaptado para os portadores de deficiência física ou mobilidade reduzida de Belo Horizonte. O modelo, um Fiat Doblò, começou a circular ontem na capital com elevador hidráulico que permite ao passageiro ser transportado sem a necessidade de sair da cadeira de roda. O veículo conta ainda modificações na altura do teto e dispositivos de segurança. “Terei mais ânimo para sair de casa, principalmente nos dias de folga, para fazer as coisas de que gosto. Era constrangedor pedir um táxi e ficar explicando que precisava levar junto a cadeira de rodas”, contou Andréa, que já vislumbra um aumento na frota de táxi adaptado nas ruas da capital. “É mais uma opção de mobilidade e conforto, que vai implementar o direito de ir e vir”, disse.
Euler Júnior/EM/D.A Press



Esse tipo de serviço já funciona em São Paulo e Rio. A expectativa da Prefeitura de Belo Horizonte é que o número de veículos seja ampliado gradativamente nos próximos meses. A circulação dos modelos especiais foi autorizada por portaria publicada em agosto no Diário Oficial do Município (DOM). O texto estabelece que o motorista do táxi para portadores de qualquer deficiência física passe por um curso de capacitação. Ao fim do treinamento, o aluno tem de apresentar um certificado de aprovação da BHTrans, empresa que gerencia e fiscaliza o trânsito na capital. “Nove taxistas já nos procuraram e fizeram o treinamento no fim de semana. Estão preparados e podem usar o serviço”, informou o gerente de Coordenação e Gestão da Informação da BHTrans, Helbert Lima. Atualmente, dos 2.854 ônibus que circulam em BH, menos da metade (1.180) tem elevadores e 152 contam com piso rebaixado. O sistema adaptado para o cadeirante custa cerca de 30 mil. “Pode parecer alto, mas o custo/benefício é enorme, devido ao mercado, que é carente nesse setor. Além disso, é um preço mais competitivo do que é praticado em São Paulo, porque fizemos uma parceria com a montadora para a redução de tributação. Só o próprio mercado vai nos dizer se o novo modelo vai emplacar”, observou Lima.Segundo a coordenadora dos Direitos da Pessoa com Deficiência da prefeitura, Fátima Félix de Oliveira, reclamações sobre o serviço prestado para as pessoas que têm dificuldade de mobilidade vêm aumentando na ouvidoria municipal. São entre quatro e cinco por dia, número que dobra no fim de semana. “O que a gente vê são pessoas sem preparo para lidar com o deficiente. Isso provoca constrangimentos. Precisamos avançar muito nessa questão, mas esse novo táxi é um grande passo”, comentou Fátima. Dados do IBGE revelam que na capital existem cerca de 25,5 mil cadeirantes. “Ao todo são cerca de 300 mil pessoas com algum tipo de deficiência de mobilidade”, observou Fátima.Para o diretor de uma cooperativa de táxi Paulo Quadros, o veículo especial só vai deslanchar com subsídios do governo para a aquisição do modelo. “É um preço muito alto para ser custeado apenas pelo taxista. Teria de haver uma quantidade razoável desses veículos para que a prestação do serviço não seja extinta”, frisou. A Fiat Automóveis informou que 50 carros adaptados já estão prontos para atender a demanda de taxistas.
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Preso Na Platarfoma Do MetrÔ um Absurdo!!!!





Um cadeirante ficou preso no direcionador de fluxo do Metrô de São Paulo na última sexta-feira, na estação Luz, por volta das 22h30. As barras de ferro marcam exatamente a entrada e saída dos usuários dos vagões.
Bruno Ferreira Vilella, 27 anos, voltava da faculdade pela linha azul, quando o metrô parou no local errado para o desembarque, na parte de dentro das barras.
Como havia um desnível entre o vagão e a plataforma, Bruno desembarcou de costas com a cadeira e só percebeu que havia caído em uma "armadilha" quando o metrô já saia da plataforma. Outros usuários conseguiram deixar o direcionador de fluxos, mas Bruno ficou preso com sua cadeira.
"As pessoas perceberam e chamaram os funcionários. Eles vieram e tentaram fazer com o que maquinista do próximo metrô parasse na posição errada também, para que eu pudesse sair daquela armadilha, entrar no vagão, e aí sim andar um pouco para frente para eu descer na saída correta", conta Bruno.
Segundo ele, as tentativas foram frustradas, até que um funcionário do operacional do metrô usou o rádio para se comunicar com o maquinista. "Não havia a possibilidade de sair de lá se não fosse por essa maneira. Minha cadeira é motorizada. Eu e ela somamos 120 quilos", contou. Bruno só conseguiu sair após 30 minutos de tentativas.
Em nota, o Metrô afirma que houve uma falha no local da parada automática do trem e o usuário se encontrava no terceiro carro. "Nossos empregados da estação Luz estiveram junto do usuário todo o tempo e auxiliaram seu desembarque no terceiro trem após a ocorrência", diz a nota.
Segundo o metrô, a orientação é para que usuários com deficiência ou restrição de mobilidade usem o primeiro carro. "O embarque e desembarque é monitorado por câmeras e pelo operador, possibilitando uma atuação imediata no caso de qualquer anormalidade", informa.
O internauta Bruno Vilela, de São Paulo (SP), participaram do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.
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